DOSES DE ARTE - Expeimente

Elo7

LITERATURA

Quero compartilhar um pouco do que aprendi ao longo desse caminho da vida que percorremos um pouco a cada dia.


Sempre gostei muito de escrever e fazer minhas anotações das coisas que vão acontecendo, muitas vezes fazendo poesias, inclusive participei de alguns concursos, o resultado é um apanhado de pensamentos, cronicas, e poesias que vou transformar aqui numa doce história e dividir com os amantes das artes que por aqui passarem.


Aguardem em breve os primeiros capítulos.

Bem depois de muito esperar hoje vamos iniciar esse novo capítulo.

Cheguei aos 50 anos, meio século de vida, até alguns anos atrás esse número seria assustador para muitas pessoas, mas nos tempos modernos, bem a vida está apenas começando.

Incrível como com o passar dos anos vamos nos dando conta de como sabemos tão pouco sobre a vida, sobre os acontecimentos e até sobre nós mesmos.

Essa foi uma semana um tanto difícil, alguns contra-tempos que nos acometem ao longo do caminho e embora se pense que com o passar dos anos nos sentimos preparados para enfrentar quase tudo, as surpresas nos desconcertam.

Espero estar iniciando uma nova fase, um novo aprendizado, ainda tenho muito a realizar e  Deus, meu Deus maravilhoso mais uma vez tem me proporcionado a oportunidade de novos conhecimentos e novos desafios.

Vamos compartilhar essas novas descobertas, entremeadas com as já registradas ao longo dos anos passados, e assim escrever mais um pouco dessa história.

Como já mencionei acima, sempre gostei muito de escrever, mesmo antes de entrar na escola me lembro de ter um caderno que amava rabiscar, um dia um tio que morou alguns anos em nossa casa pegou meu doce caderno e jogou em cima do telhado, foi um chororô só, até que meu pai resgatou minha preciosidade.

Bom vieram os primeiros anos, aprender a ler, fazer contas e todo o universo que se descortina quando se vai a escola. Me lembro que sempre era escolhida para declamar as poesias nas datas comemorativas e não fazia feio, sempre ganhei meus aplausos.

Nesse universo também se começa a descobrir a inveja, o isolamento e as humilhações, é infelizmente ninguém escapa das mazelas da vida.

Amigos, professores, quem sabe, sempre tem alguém para fazer você acordar e perceber que avida não é como nos sonhos, a dura realidade cedo nos acomete, e é preciso aprender também com ela conviver e sobreviver.

Uma das coisas lindas que descobri em meio a tantas novidades é que escrever nos deixa a alma mais leve, nos traz uma compreensão, ainda que sutil, de nosso interior e portanto nos torna o caminho um tanto mais leve.

Entremeando esse meu enredo, vou compartilhar meus singelos rabiscos, os primeiros, claro, bem simples, próprios de quem começa os primeiros passos no universo da escrita, depois ao longo dos anos, vão notar a diferença, um melhor vocabulário, textos mais complexos, poesias mais elaboradas e meu crescimento pessoal e espiritual.


SP 28/06/1978

Querido amigo:
- Você que gosta da vida  e que sempre quer tranquilidade, seja sempre descontraído, alegre e nunca demonstre se está triste mesmo que esteja.
Amigo nunca sinta-se derrotado mesmo que esteja, para não dar alegria e prazer a quem te odeia, mas sim procure sempre demonstrar que você está vencendo e mesmo quando estiver desanimado procure se fazer de animado, que assim sempre sentira alguém ao seu lado para ajudá-lo nas horas de precisão.
Ajude sempre aos seus amigos a ajudarem você e nunca a destruí-lo.
Procure sempre ser sincero, honesto e principalmente ame a quem te odeia, pois assim conquistara também o amor desta pessoa.
Amigo termino estas, dizendo-lhe que nunca que estiver caindo acabe de cair mas sim levante-se e olhe para frente como vencedor pois a vida continua e são vários os dias após um ao outro.
Obrigado por sua atenção.
Alguém que só deseja o bem.

As vezes, quando se descobre a escrita, esse universo mágico e tão particular, se precisa de tempo, meditação, distração e uma pitada de coragem para se desarmar e deixar a tinta marcar o papel com os segredos e sonhos que nos permeiam a alma.

Nos meus primeiros passos, não me dediquei de imediato a escrever com frequência, ao contrário, passaram-se muitos meses até que enfim viesse a ter na escrita uma desafogar da alma, e colocar então no papel cada sentimento, feliz ou triste, de conquista ou derrota de animo ou desânimo, de cada momento que se passava.

Durante um tempo, escrevi quase como se fosse um diário, digo quase, porque nunca tive a firmeza e a coragem de quem o faz, que registra os fatos vivenciados em pormenores no seu dia a dia, que tem como fidelidade a cada começo de noite, num livreto de cabeceira a dedicação de logo escrever para de nada se esquecer.

Tais registros são de tal forma tão confidenciais, que na grande maioria são mantidos a chave, longe de olhos muito curiosos, e por vezes se sabe, que essas anotações já serviram para desvendar muitos mistérios.

Bem não é o meu caso, minhas anotações já foram lidas por algumas pessoas, as quais dediquei tal privilégio a fim de que me conhecessem melhor e me compreendessem em determinados momentos de minha vida.



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